domingo, 13 de março de 2016

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GLAUCOMA - INFORMAÇÕES

O QUE É GLAUCOMA ?


Todos os anos é promovida a semana mundial do glaucoma, época onde se fazem campanhas para a promoção da prevenção e tratamento do glaucoma em todo o mundo. Este ano a semana foi em 06 a 12 de março, e em homenagem a esta campanha, resolvemos publicar aqui na nossa pagina um artigo sobre o glaucoma. 
O glaucoma é uma doença ocular capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo, pois 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença. É uma doença crônica que não tem cura, mas, na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão. Estudos demonstram que a pressão intra-ocular normal é entre 10 e 21,5 mmHg, mas sabemos que cada paciente responde diferente a mesmos níveis de pressão. Há pacientes que apresentam glaucoma com pressão baixa e outros com pressão alta. Portanto, cada paciente tem a sua pressão ideal, que deve ser definida por seu oftalmologista.
Para saber se você tem a doença, você deve consultar seu oftalmologista regularmente. Durante a consulta, ele fará ou solicitará diversos exames que poderão diagnosticar o glaucoma, tais como: exame do fundo do olho, medida da pressão intra-ocular e exame de campo visual.  Tonometria é o nome dado ao exame indolor que mede a pressão de dentro do olho. Paquimetria é a medida da espessura da córnea. É importante porque alterações em sua espessura, ou seja, mais grossa ou mais fina, falseiam o resultado da medida da pressão intra-ocular. O teste de sobrecarga hídrica é um exame no qual o paciente ingere grande quantidade de líquidos e, em seguida, mede-se a pressão dentro do olho para ver se a alteração é normal ou não. Outros exames como a Campimetria e a Papilografia também são necessários ano para o diagnostico quanto para o acompanhamento da doença.
O glaucoma deve ser prevenido desde o nascimento, especialmente em famílias de portadores de glaucoma. Outros fatores de risco são: idade acima 40 anos, raça negra, usuário crônico de colírios com corticóide, portadores de doenças sistêmicas, como diabetes, labirintite, surdez. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.
O glaucoma não tem cura, mas tem controle. Por isso a importância do rígido cumprimento do tratamento. O tratamento ideal é aquele que melhor proporciona CONTROLE da doença, ou seja, ausência de progressão. Pode ser feito através de colírios, laser ou cirurgias. A grande maioria dos pacientes portadores de glaucoma obtêm bom controle da pressão dos olhos somente com o uso regular de colírios. Apenas alguns casos evoluem com necessidade de realização de cirurgia antiglaucomatosa.
As cirurgias para o glaucoma visam impedir a progressão da doença na tentativa de manter a visão, mas não a curam. A mais comum é a trabeculectomia, onde se abre um novo caminho para a drenagem de um líquido, chamado humor aquoso. É possível também a cirurgia a laser e o implante de drenagem. Existe também o implante de um dispositivo valvulado e a ciclodestruição.
O acompanhamento deve ser o mais individualizado possível e depende do paciente, da agressividade da doença e da fidelidade do paciente ao tratamento entre diversos outros fatores. 

Para maiores informações, agende uma consulta com seu oftalmologista, e esclareça suas duvidas! O melhor tratamento ainda é a prevenção!

CUIDADOS NA INFÂNCIA


Papais e mamães, atenção total com a saúde visual e o comportamento das crianças na volta às aulas. Sabemos que 80% dos estímulos recebidos pela criança se dão através dos olhos e problemas oftalmológicos não tratados podem comprometer diretamente o rendimento escolar infantil. É necessário fazer uma consulta ao oftalmologista desde pequeno e pelo menos uma vez por ano realizar os exames de rotina antes do início das aulas.
Cerca de 20% das crianças em idade escolar precisam usar óculos de grau, entretanto 80% nunca fizeram exames. E embora 95% dos pais reconheçam que é importante que seus filhos façam um exame oftalmológico anual, menos da metade realmente coloca isso em prática.
O exame oftalmológico avalia o olho de forma geral, passando não somente por deficiências como astigmatismo, hipermetropia e miopia, mas também em relação a problemas da musculatura do olho que pode causar pequenos desvios. Por isso, é importantíssimo o cuidado com a visão infantil e ele inclui a ida com regularidade ao oftalmologista para que problemas possam ser detectados e evitados antes que venham a prejudicar o desenvolvimento escolar. O primeiro exame oftalmológico deve ser feito o quanto antes, de preferência ao nascimento ou nos primeiros três meses de vida, para que se possa detectar precocemente algum problema.
Como a visão se desenvolve progressivamente até os 12 anos, é primordial, durante esse período, que os pais redobrem a atenção para alguns sintomas como dificuldade de concentração, compreensão e atenção, queixas de visão dupla e embaçada, se apontam para as palavras enquanto lêem, se evitam tarefas de perto, se esfregam os olhos etc. Atenção aos sintomas: uma criança míope vai normalmente ter o habito de aproximar os objetos e se aproximar da televisão. Uma criança hipermetrope terá dificuldades de leitura e, provavelmente terá queixas de cansaço ocular e dor de cabeça ao fim do dia . Por isso, é importante observar a criança no seu dia a dia. Em alguns casos, onde o problema não é diagnosticado precocemente, pode surgir a ambliopia, que é o desenvolvimento insuficiente da visão de um dos olhos. Nesta situação, o olho de melhor visão se desenvolve, enquanto que o outro olho não consegue o mesmo.
O tratamento é feito através da oclusão do olho de melhor visão, através de um tampão, para que o olho mais “preguiçoso” seja forçado a se desenvolver e melhorar a sua acuidade visual. Uma vez diagnosticado o problema, o uso dos óculos permitirá um bom desenvolvimento da visão da criança. 

domingo, 10 de agosto de 2014

Glaucoma e catarata vídeo

Confira na entrevista realizada num dos hospitais em que atendo informações sobre glaucoma e catarata para o público em geral:
http://youtu.be/QcQcZf-yrIE

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Transplante de córnea





Você já ouviu falar em transplante de córnea? E como acha que é? Ja viu algum vídeo instrutivo a respeito?Aqui copio uma parte de um site informativo que encontrei zappeando na net e achei muito bem feito:
  1. O que é a córnea? 
    A córnea é uma estrutura transparente localizada na parte anterior do globo ocular ou seja na frente do olho. 
  2. Quando se indica o transplante de córnea?O transplante de córnea é indicado quando uma de suas características é perdida: transparência , curvatura ou regularidade.
  3. Quais são os problemas que acarretam a necessidade do transplante?
    Cicatrizes pós trauma ou infecção (leucoma), edema de córnea (ceratopatia bolhosa), queimaduras químicas ou térmicasceratocone, distrofias.
  4. Quais são os tipos de transplantes de córnea?
    Os transplantes penetrantes são aqueles que substituem toda a espessura da córnea, enquanto os transplantes lamelares substituem apenas uma porção da córnea.
  5. Qual o tipo de anestesia no transplante de córnea?Anestesia local ou  anestesia geral.
  6. Quando se retiram os pontos?
    Os pontos são retirados em duas situações: quando eles se soltam ou quando desejamos corrigir o astigmatismo que pode ocorrer com a cicatrização.
  7. Onde retiramos os pontos?A remoção de pontos é feita no consultório com anestesia de colírio.
  8. tl edit
  9. Qual a porcentagem de sucesso de um transplante de córnea?
    Depende da causa que motivou o transplante. O transplante de córnea apresenta alta porcentagem de sucesso nos casos não complicados e de bom prognóstico.
  10. Posso ter rejeição?
    Todo transplantado pode ter rejeição independente do tempo de cirurgia. A chance de rejeição diminui ou aumenta dependendo da causa que motivou o transplante.
  11. Quais são os sinais e sintomas de rejeição?
    Olho vermelho, baixa de visão súbita ou progressiva, fotofobia ou dor.
  12. Perco o transplante se tiver rejeição?
    Não, o importante é o diagnóstico precoce. O diagnóstico e o tratamento precoce pois assim é possível reverter em grande parte das vezes somente com tratamento medicamentoso.
  13. Se perder o transplante posso repetir o transplante?
    Quando não diagnosticamos a tempo ou não obtemos resultado com o tratamento existe a possibilidade de se realizar outro transplante após a rejeição.
  14. Qual o cuidado pós-operatório?O paciente deverá usar comprimidos e colírios antibióticos e antiinflamatórios. Em casos especiais pode ser necessário anti-hipertensivo ocular. Deve-se evitar esforço físico, piscinas no período de cicatrização e dormir do lado contralateral ao olho operado. A recuperação visual é lenta e progressiva.
  15. O que se pode esperar de um transplante de córnea? Geralmente os resultados visuais após transplante de córnea são muito satisfatórios. A visão do paciente depende também da integridade de outras estruturas oculares. Após o transplante, pode levar meses para a visão atingir seu melhor potencial, porém após algumas semanas o paciente já poderá  perceber alguma melhora.
  16. Quais os requisitos para o médico oftalmologista realizar transplante de córnea?
    O médico oftalmologista deve ter especialização documentada em transplantes, ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence.
  17. Todos os hospitais podem realizar transplante de córnea?
    Os hospitais, assim como os médicos, devem ser cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence.
  18. O que é a lista de espera e como ela funciona?
    A lista de espera é uma lista única (para uma região ou Estado), a fim de promover um acesso igualitário ao transplante para todos os pacientes.
  19. Existem casos que possam ser priorizados na lista de espera?Existem critérios para permitir o acesso mais rápido ao transplante, como em crianças com problemas bilaterais, perfurações oculares, infecções graves intratáveis, rejeições recentes de transplantados.
  20. Quem controla a lista de espera?
    O controle da lista de espera é realizado pelas centrais de transplante. As centrais de transplante dos diversos Estados estão integradas ao Sistema Nacional de Transplantes, o qual está submetido ao Ministério da Saúde.
  21. Quanto tempo demora a espera por um transplante de córnea?
    Isto é variável, pois depende do número de pacientes em espera. 
  22. De onde se originam as córneas usadas nos transplantes?
    Estas córneas originam-se de pessoas que faleceram e que doaram as córneas para transplante.
  23. Quem pode ser um doador de córnea?
    Qualquer pessoa pode se oferecer para doar suas córneas. Mesmo assim, os familiares do doador sempre são consultados e precisam autorizar a doação. Por este motivo, caso você deseje doar suas córneas, comunique isto à sua família para que saibam de sua vontade.
  24. Existe algum controle sobre a qualidade das córneas doadas?
    Sim. Existe um controle rigoroso da qualidade das córneas doadas para transplante, a fim de evitar a transmissão de doenças infecciosas e para assegurar a boa qualidade do tecido doado.
  25. Quem faz este controle de qualidade?
    Este controle é feito pelos hospitais captadores e transplantadores das córneas, através de seus bancos de córneas, seguindo recomendações internacionais e em concordância com as normas do Sistema Nacional de Transplantes.

  26.  
    fonte: http://www.fernandomoro.com.br/

sábado, 26 de abril de 2014

O Olho Humano

O que é

O olho é o órgão responsável pelo sentido da visão. Encontrado em todos os animais vertebrados, ele é localizado em cavidades ósseas no crânio chamadas órbitas. Sua tarefa é converter as ondas de luz emitidas ou refletidas por objetos em impulsos elétricos, que serão enviados ao cérebro. Todas as informações fornecidas por este órgão fotorreceptor têm um papel dominante para a interpretação do mundo pelo ser humano.
O poder de usar a informação visual não depende apenas de ver, mas também de compreender o que foi visto. A compreensão das informações visuais – reconhecimento de contornos, cores e da relação com outros objetos – depende da forma como as células sensíveis à luz da retina estão conectadas com o sistema nervoso. Portanto, a função dos olhos no ser humano vai além da forma como a imagem visual é convertida em mensagem, ou seja, ela abrange também o campo de interpretação desta mensagem.
O olho é um órgão fotorreceptor e um conversor de energia luminosa em energia elétrica, ou impulsos nervosos, além de ser um eficiente transportador destes impulsos para o cérebro. Para desempenhar todas essas funções, ele conta com um complexo mecanismo constituído por várias camadas de tecidos especializados.
São músculos, nervos, veias sanguíneas e lente que se ligam para permitir a rotação do globo ocular e a focalização das imagens. O nervo óptico, por sua vez, faz a conexão entre o globo ocular e o sistema nervoso central.
O interior do olho é preenchido por um fluido que, juntamente com a camada de tecido externa, mantém a forma arredondada, protegendo o olho contra forças mecânicas exteriores. Da mesma forma, uma membrana mais externa ainda, denominada de conjuntiva, recobre a superfície interior das pálpebras e a superfície anterior do globo ocular. Ela produz muco para lubrificação do olho, evitando o ressecamento.
As três camadas de tecido que constituem o globo ocular, ou túnicas, são: fibrosa (externa), vascular (intermédia) e nervosa (interna). A primeira é composta pela esclera e a córnea. A esclera dá forma e proteção ao olho, além de sustentação para os músculos que o movimentam. Ela é a membrana branca e opaca encontrada na maior parte de sua superfície. A parte restante e frontal do globo é recoberta pela córnea, membrana transparente que atua como uma lente convergente.
Coróide, corpo ciliar, íris e cristalino (lente) são encontrados na túnica vascular. Estes elementos estão relacionados, respectivamente, com a nutrição e proteção do olho, sustentação e mudança da espessura do cristalino e bloqueio do excesso de luz que poderia queimar a retina. A retina é a túnica nervosa, propriamente dita. Está repleta de fotorreceptores – cones e bastonetes – para a percepção visual, além de células bipolares e ganglionares para a transmissão dos impulsos visuais para o nervo óptico.

Funcionamento

A córnea permite a passagem de ondas de luz para o interior do globo ocular. Mas, nem toda a luz atinge a área posterior do olho, revestida pela retina. Isto porque, a íris – um músculo contrátil opaco e pigmentado em sua superfície – regula a quantidade de luz adequada que poderá penetrar no olho. Este músculo, que dá a cor aos nossos olhos, opera como um diafragma ao aumentar ou diminuir uma abertura em seu centro, a pupila. O recurso evita que uma quantidade excessiva de luz possa queimar a retina.
Imediatamente atrás da íris, o cristalino toma a espessura adequada para focar o feixe de luz na retina, conforme constrição ou relaxamento do corpo ciliar ligado a ele. O feixe de luz chega à retina invertido, como a imagem de um espelho, e de ponta-cabeça devido à refração da luz pelo cristalino.
A retina é como um filme fotográfico. Ela contém células receptoras pigmentadas – cones e bastonetes – que convertem a luz em pulsos elétricos. Outras células da retina, bipolares e ganglionares fazem a coleta destes pulsos. Os impulsos de várias células receptoras são coletados por uma única célula ganglionar. Esta convergência aumenta a intensidade de luz, ou seja, uma luz fraca estimulando mil bastonetes produz um estímulo fortíssimo.
Os impulsos intensificados são levados pelo nervo óptico ao cérebro. Olhos e cérebro trabalham em conjunto para transformar ondas de luz em sensações que conhecemos por visão.

Curiosidades

É preciso que 11 bastonetes sejam excitados, cada um por um único fóton, para produzir a sensação de luz. Um estímulo muito fraco de luz não afeta a sensibilidade da célula receptora que o recebe. Mas, estímulos muito fracos apresentados várias vezes em sucessão rápida causam a sensação de luz. Isto significa que a intensidade de luz é multiplicada pelo número de vezes de exposição. É por esta razão que passamos a ver na penumbra depois de algum tempo.
Nem sempre as células nervosas da retina são excitadas pela descarga de outras. A descarga pode também inibir a outra célula. E é este o fenômeno que produz alguns efeitos de óptica. Por exemplo, o fenômeno de contraste de cor: se uma luz azul é projetada em uma grande tela branca, a tela parecerá amarela. Isto acontece, porque o estímulo de luz azul caindo na área central da retina causa a inibição da sensibilidade para o azul na área periférica. Então, a tela branca de fundo aparecerá como tendo perdido a luz azul – branco menos azul é uma mistura de vermelho e verde e, portanto, a tela aparece na cor amarela.


Fonte: http://saude.ig.com.br/olhos/


sexta-feira, 14 de março de 2014

Relação médico paciente

Hoje estava cansada. Sexta-feira de uma semana pesada, trabalhando três turnos por dia quase até ontem. Viajei 80 km para atender e operar pacientes do SUS, num hospital oftalmológico da capital. Quando terminei o exame do segundo olho operado da paciente, ela me perguntou:"ta bom?" Eu disse  que estava, e que queria vê-la novamente dali há alguns dias. Ela então soltou logo: posso voltar pra casa?" Ela mora noutro estado, há uns 800km de onde estávamos. Obviamente, ela não queria retornar tão cedo. Perguntei o que ela faria em casa, temendo que fizesse algum esforço físico extra que pudesse prejudicar a cirurgia. Ela disse, "olha doutora, eu tenho as minhas coisas, minhas galinha, minhas prantação..." E logo emendou: " o outro olho já ta bom, já to enxergando bem!" E abriu um sorriso largo com seus poucos dentes escuros a mostra. Negociamos eu, ela, a filha, e combinamos o retorno num prazo plausível para todos. Saiu satisfeita, me abraçou, desejou tudo de bom, e saiu faceira da vida de volta pra sua casinha. São momentos como esse que fazem a gente passar por cima do cansaço e querer mais. A troca de energia é muito boa e muito grande.